Formar barbeiros com atitude: o percurso e a missão da Academia Tagus
À frente da formação e da visão pedagógica da Academia está Débora Bento, Coordenadora Pedagógica de uma das escolas de barbearia mais influentes do país. Com um olhar atento sobre a evolução do setor e uma forte aposta na profissionalização do ofício, Débora tem sido uma das grandes responsáveis por transformar talento bruto em barbeiros preparados para o mercado real: técnica, mentalidade e atitude incluídas.
Nesta entrevista, partilha o percurso da Academia Tagus, a filosofia que orienta a sua metodologia e a forma como a formação, a cultura e a tecnologia se cruzam para criar profissionais mais completos. Uma conversa direta, sem filtros, sobre o presente e o futuro da barbearia: contada por quem vive e constrói essa realidade todos os dias.
Como surgiu a Academia Tagus e qual foi o propósito inicial que vos levou a criar esta escola?
A Academia Tagus nasceu basicamente de um “já chega, precisamos de barbeiros profissionais”. Havia muito talento a desperdiçar-se por falta de formação sólida e profissional, e nós queríamos mudar esse jogo. A ideia era simples: criar a melhor escola de barbeiros do país, onde quem entra por curiosidade sai com uma profissão nas mãos — literalmente.
A barbearia vive hoje uma fase de expansão e profissionalização. Como têm acompanhado esta evolução?
Nós surfamos a onda antes da maré encher. Enquanto muita gente ainda vê a barbearia como “corte, barba e conversa”, nós já estávamos a ensinar ergonomia, gestão de bancada, tricologia e atendimento premium. Ou seja: adaptámo-nos sempre a um mercado que cresce depressa: e às vezes até puxamos o mercado atrás de nós.
O que torna a metodologia da Academia Tagus única para quem quer iniciar (ou evoluir) na área da barbearia?
Simples: não ensinamos só a cortar, ensinamos a ser barbeiro. A nossa metodologia junta técnica, criatividade, ritmo de trabalho e aquela mentalidade de que um bom barbeiro domina a tesoura, a máquina… e a postura. É treino intensivo, feedback real e prática num ambiente que parece meio escola, meio barbearia, meio laboratório.
Há algum momento marcante ou história de aluno que represente bem o impacto da academia?
Há vários! Mas um clássico é o do aluno que entrou sem saber sequer segurar uma máquina e, alguns meses depois, já estava a fazer fades que pareciam Photoshop ao vivo. Hoje tem barbearia própria. Cada vez que nos manda fotos dos trabalhos, ficamos muito babados pois adoramos acompanhar a evolução de quem começou connosco.
Muitos barbeiros veem a barbearia não só como profissão, mas como cultura e identidade. Como encararam essa dimensão na formação?
Totalmente a sério, e com orgulho.A barbearia é um ritual, uma linguagem, uma comunidade. Ensinamos técnica, claro, mas também ensinamos respeito pelo ofício, desde a forma como se acolhe um cliente até à filosofia de manter o espaço impecável. Barbeiro não é só quem corta: é quem representa uma cultura.
Na vossa opinião, quais são as competências essenciais para um barbeiro se diferenciar no mercado atual?
– Técnica
– Conhecimento de produtos e cabelo, não é cortar por cortar; é saber o que o cabelo quer.
– Comunicação: o cliente tem de perceber que está em boas mãos.
– Gestão de tempo
– Criatividade e consistência: saber inovar sem perder qualidade e formação constante.
Que desafios os alunos enfrentam ao iniciar carreira, e como é que a Academia os prepara para superá-los?
O maior desafio é sair da teoria para a prática real. Mãos a tremer, medo de falhar, ansiedade no primeiro cliente real… tudo normal. Na Academia tentamos prepará-los com muita prática, simulação de situações reais, feedback constante e, claro, aquele empurrãozinho moral de “vai, estás preparado, confia”.
A comunidade de barbeiros é muito unida. Como a Tagus contribui para alimentar esse espírito?
Aqui ninguém anda sozinho. Organizamos eventos, aulas abertas, encontros e criamos um ambiente onde todos aprendem com todos. Mesmo depois de acabar o curso, o barbeiro continua a fazer parte da família da Academia — e nós adoramos essa vibe de comunidade.
A tecnologia transformou a forma como os profissionais gerem clientes, agenda e negócio. Que papel acreditam que estas ferramentas têm na vida de um barbeiro moderno?
Hoje em dia a máquina corta cabelo, mas quem corta tempo é a tecnologia.Agenda digital, gestão de clientes, reviews, CRM… tudo isso deixa o barbeiro livre para fazer o que sabe: cortar bem e faturar melhor. Um barbeiro moderno que não usa tecnologia perde meio jogo antes de começar.
O que vos motivou a juntar-se ao BUK numa iniciativa focada em apoiar o empreendedorismo?
Porque a técnica é metade da profissão, a outra metade é saber transformar talento em negócio. O BUK dá ferramentas, nós damos conhecimento e prática. Juntos, damos aos barbeiros aquilo que eles realmente precisam: autonomia e força para criar o seu próprio caminho.
Que impacto acreditam que esta parceria poderá trazer aos alunos e ex-alunos da Academia Tagus?
Impacto de verdade: mais organização, mais clientes, mais profissionalismo e mais confiança para abrir ou gerir o seu próprio espaço. É literalmente a ponte entre “sou barbeiro” e “sou barbeiro com futuro”.
Como imaginam o futuro da Tagus e da formação de barbeiros nos próximos anos?
Vemos a Academia Tagus a crescer, a inovar e a continuar a liderar a formação em Portugal. O futuro da barbearia vai pedir cada vez mais técnica, especialização e visão de negócio — e nós estamos preparados para estar sempre um passo à frente. Se hoje somos a melhor escola do país, amanhã queremos ser a referência da Europa. Sem medo.
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