Slash Creative Hair Studio: o salão de cabeleireiro em Lisboa que coloca o bem-estar em primeiro lugar
Ir ao cabeleireiro pode ser, para muitas pessoas, uma experiência de ansiedade. Espelhos, barulho, conversa constante. O Slash Creative Hair Studio, em Lisboa, decidiu mudar isso. Com opções como atendimento em silêncio, corte sem espelho e sessões privadas, este salão está a redefinir o que significa cuidar do cabelo — com consciência, técnica e profundo respeito pela pessoa. Falámos com a sua fundadora sobre o percurso, os valores e os próximos passos da marca.
Conta-nos um pouco sobre o teu percurso e porque decidiste criar o Slash
O meu percurso começou cedo na área da beleza, mas foi ao longo dos últimos cinco anos que compreendi verdadeiramente que o cabelo é muito mais do que estética — é identidade, expressão e, muitas vezes, transformação emocional.
A minha carreira começou em Londres, onde trabalhei durante vários anos em salões de luxo, muito ligados à moda. Essa experiência deu-me uma base técnica sólida, rigor e uma visão criativa apurada. Trabalhei em diferentes contextos e com públicos exigentes, o que me permitiu crescer enquanto profissional e desenvolver uma abordagem muito focada no detalhe.
No entanto, foi também nesse percurso que identifiquei uma lacuna no mercado: salões tecnicamente muito competentes, mas pouco atentos à experiência humana. Faltava um olhar mais sensível, mais consciente, mais centrado na pessoa.
Quando decidi mudar-me para Lisboa, senti que era o momento certo para criar algo meu. Queria um espaço onde criatividade, técnica e bem-estar coexistissem. Um espaço onde as pessoas se sentissem vistas, respeitadas e seguras.
O Slash Creative Hair Studio nasce precisamente dessa vontade de cortar com o modelo tradicional de salão e criar algo mais consciente, mais humano e mais alinhado com os tempos atuais.
O conceito do Slash integra uma forte componente de bem-estar e saúde mental. Como nasceu essa abordagem e que necessidade de mercado identificaste?
A abordagem ao bem-estar nasceu de algo muito simples: ouvir. Ao longo dos anos percebi que, para muitas pessoas, ir ao cabeleireiro podia ser um momento de ansiedade — seja pela exposição ao espelho, pela conversa forçada, pelo barulho ou pela falta de privacidade.
Identifiquei uma necessidade clara de desacelerar a experiência. Num mundo cada vez mais acelerado, fazia sentido criar um espaço onde o cliente pudesse escolher como quer ser atendido. O Slash integra o cuidado emocional porque acreditamos que beleza sem bem-estar não é completa. E essa visão acabou por encontrar um público que procurava exatamente isso: mais consciência, menos ruído.
O vosso posicionamento inclui valores como inclusividade, sustentabilidade, experiência sensorial e humanismo. Como surgiram estes pilares e por que são centrais para o vosso conceito?
Estes pilares não foram definidos como estratégia de marketing — surgiram de forma orgânica, a partir dos meus valores pessoais.
A inclusividade é essencial porque acreditamos que o cabelo não tem género, idade ou rótulos. A sustentabilidade é uma responsabilidade — enquanto negócio, temos impacto e devemos reduzi-lo ao máximo. A experiência sensorial nasce da vontade de transformar um serviço técnico num momento memorável. E o humanismo é a base de tudo: tratamos pessoas, não apenas cabelos.
Estes pilares são centrais porque orientam todas as decisões — da escolha de produtos ao recrutamento da equipa, da comunicação ao design do espaço.
Como é que os clientes reagem quando descobrem que podem escolher experiências como silêncio, atendimento privado ou corte sem espelho?
A reação mais comum é surpresa — seguida de alívio. Muitos clientes nunca tinham pensado que podiam ter essa escolha. O silêncio, por exemplo, é muitas vezes descrito como um luxo inesperado. O corte sem espelho pode ser profundamente libertador, porque permite confiar no processo sem julgamento constante da imagem. E o atendimento privado cria um espaço de segurança para quem valoriza a descrição. Dar escolha é dar poder. E essa autonomia transforma completamente a relação com o serviço.
Ao longo do percurso do Slash, qual foi o maior desafio que enfrentaste enquanto empreendedora, e em que momento sentiste que o conceito estava verdadeiramente validado pelo mercado?
O maior desafio tem sido dar a conhecer um conceito diferenciador num mercado tradicional e altamente competitivo. Quando se cria algo que foge ao modelo convencional, é natural que o processo de educação do cliente seja mais lento. Estamos ainda em fase de soft launch e, neste momento, o nosso principal foco é criar awareness na comunidade e junto de novos públicos.
Tem sido um trabalho consistente de comunicação e posicionamento — explicar que o Slash não é apenas um salão, mas uma experiência pensada ao detalhe. Este ano estamos a investir ativamente para que cada vez mais pessoas conheçam os nossos serviços e compreendam o valor da proposta.
Mais do que validação imediata, estamos a construir reconhecimento sólido e sustentável. Acreditamos que, à medida que mais pessoas vivenciam a experiência, o crescimento acontece de forma orgânica e alinhada com os nossos valores.
Que importância tem a organização e a gestão do negócio, nomeadamente agenda, marcações e comunicação com clientes, no crescimento sustentável do Slash?
É absolutamente fundamental. Um conceito inovador só se sustenta com uma estrutura sólida. Uma boa gestão de agenda permite respeitar tempos, evitar sobrecargas e garantir qualidade. A comunicação clara reduz falhas, melhora a experiência e cria confiança. E a organização interna é o que permite crescer sem comprometer os valores. Criatividade sem estrutura gera caos. Estrutura sem criatividade gera rigidez. O equilíbrio entre as duas é o que permite um crescimento sustentável.
Como é que a digitalização do salão, incluindo a utilização da BUK para gestão de marcações e relacionamento com clientes, contribuiu para otimizar a operação e melhorar a experiência do cliente?
"A tecnologia, quando bem utilizada, não desumaniza — pelo contrário, permite-nos ser ainda mais humanos."
A digitalização foi um passo estratégico muito importante. A utilização da BUK permitiu-nos automatizar processos, reduzir erros humanos e libertar tempo da equipa para aquilo que realmente importa: o atendimento.
Com a BUK conseguimos gerir marcações de forma mais eficiente, enviar lembretes automáticos, recolher informações relevantes antes da visita e manter uma comunicação fluida com os clientes. Isso traduz-se numa experiência mais profissional, mais organizada e mais tranquila — tanto para a equipa como para quem nos visita.
Quais são os próximos passos para o Slash e que visão tens para o futuro da marca?
O futuro do Slash passa por consolidar este posicionamento como referência em experiência consciente na área da beleza. Queremos continuar a investir na formação da equipa, aprofundar práticas sustentáveis e reforçar a componente de bem-estar. Vejo o Slash a crescer de forma sustentada, talvez expandindo o conceito, mas sempre mantendo a essência: criatividade, respeito e humanidade. Mais do que crescer em número, queremos crescer em impacto.
Acredito que o futuro da beleza é mais inclusivo, mais sensorial e mais emocional. E o Slash quer fazer parte ativa dessa transformação.
Há negócios que nos lembram porque fazemos o que fazemos. O Slash é um deles. Para quem gere um salão de cabeleireiro em Lisboa — ou em qualquer parte do país — a história desta fundadora é um convite a pensar com mais intenção: sobre o espaço, sobre os clientes, sobre a estrutura que sustenta tudo o resto.
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